Ho, ho, ho!…ainda acreditam nele?

Eu ainda acredito. Mas já explico melhor…

Acreditam na tecnologia? Sim?

Estão satisfeitos com os serviços online? Claro que sim, mas ainda não existem serviços suficientes que nos facilitem a vida como consumidores.

Acreditam nos contactos através da internet? Sim? Não?

Fiam-se nas transações online? Sim?

Confiam na comunicação online? [Ironic mode on]: Se está na Internet, é verdade! [Ironic mode off].

Gostam da partilha de conteúdos? Sim.

Motivados para a interação social online? Sim.

Concordam com a opinião pública online? Sim, mas com um filtro bem expesso.

Aceitam a politica que temos? – Duvido muito.

E no Pai Natal? Eu, claro que acredito! Acredito muito mais no Pai Natal, do que muitas “personalidades” da nossa sociedade.

Sim, já passou a minha idade da infância mas ainda não deixei de acreditar neste tipo de coisas, confio que o Pai Natal existe, não no sentido literal do termo, mas sim na simbologia que lhe está associada ou no significado que representa a sua construção social.

Já esclareço este assunto, antes vou contribuir com uma proposta de serviços online.

[Projeto – Chave móvel Digital] – perguntas frequentes

Eu, agora, vou dar uma de Pai Natal , com uma dica que provavelmente vai surpreender alguém. Refiro-me a um serviço online que já está disponível e permite a autenticação em sites com telemovel, e-mail ou conta de Twitter.

O nome do serviço é Chave Móvel Digital. Está acessível na área de projectos e é mais um processo disponível para realizar serviços online sem ter consigo o seu computador e identificação – Cartão de Cidadão e respetivos códigos.

Aqui neste post, vamos continuar a explorar um pouco mais o conceito de Pai Natal. Segundo a lenda, a construção atual da simbologia do Pai Natal tem origem no Santo Nicolau, que dedicou uma boa parte da sua existência a ajudar os mais desfavorecidos e a oferecer presentes aos mais necessitados – de forma anónima.

Nesta base, no São Nicolau, criou-se uma personagem afetuosa, acolhedora e simpática que rapidamente cativou o público e contribuiu para a criação de uma imagem definitiva do Pai Natal tal e qual o conhecemos. Na parte final do post está uma breve descrição da história do Pai Natal.

Entre a ideia inicial e os dias de hoje, o Pai Natal tornou-se um dos primeiros enigmas que nos colocam quando somos pequeninos, os pais começam por nos dizer que se não nos portarmos bem, não teremos a visita do Pai Natal, sem esse comportamento a condizer, não teremos o tão esperado presente.

Será que é por causa do presente que nos portamos melhor? Ou será pela curiosidade que desperta, pela nossa imaginação (embora infantil) considerar impossível ver com os próprios olhos um senhor caricato, barbudo e barrigudo, que desce pela chaminé estreitinha carregado com um saco de presentes enorme?

O Pai Natal é um personagem ideal, uma figura simbólica, folclórica, bonacheirona, parece o nosso avô se tivesse barbas brancas e se ao mesmo tempo, não tivesse piedade quando se sentasse à mesa para as refeições. Se procurarmos por uma pessoa real assim, vamos ter imensas dificuldades em encontrá-la.

No entanto, faz parte do nosso mundo quase desde os primeiros contactos com a sociedade, será o Pai Natal um dos primeiros dinamizadores do raciocínio? Um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento infantil? E será que os adultos alimentam esta caricatura, por também eles acreditarem ainda em algo que está para além dos sentidos e da compreensão racional?

Assim como existe o conceito de sereia, unicórnio ou duende, que literalmente são dificeis de documentar, no entanto, fazem parte da nossa cultura, todos temos uma construção mental do que são essas criaturas, e desta forma, mesmo que não sejam reais e palpaveis, existem.

O valor cultural aqui em questão não é o facto de servir de estímulo ao consumismo, mas sim a personagem que começa no imaginário infantil e continua pela nossa vida fora, uma das nossas ferramentas mais importantes para a descoberta do mundo.

E apesar de nos estimular na infância, faz-nos continuar com este tipo de ideiais, o Pai Natal a que eu me refiro representa as ações que são realizadas dessa forma: pro bono, despretenciosa, amigável, positiva. Sem exigir nada em troca, nem sequer protagonismo.

Neste caso em específico (este post) é apenas pela partilha de conhecimento – um serviço e uma história.

No entanto, a nossa sociedade tem vários mecanismos de suporte às falhas que acontecem todos os dias, só em Portugal temos a representação de dezenas de associações e organizações não governamentais – ONG’s como a UNICEF, AMI e outras, que apoiam os cidadãos mais desfavorecidos nas mais variados quadrantes.

https://ong.pt/dir/images/bgs/logoOng.png

Temos ainda organizações que nos dão todos os dias informação sem esforço, como por exemplo a Google, hoje em dia, ainda pensam descobrir conteúdos sem recorrer ao google ou a outro motor de busca?

Temos outras que mesmo que tenham um objectivo económico explicito (lucro), têm os seus momentos de Pai Natal, contribuindo para que o nosso mundo seja mais sustentável, ou plantam árvores com o investimento dos consumidores nos seus produtos, ou através de instituições próprias criam fundações para apoio social.

Nas ações individuais também temos oportunidade para “fazer de Pai Natal”. Não precisamos de ficar à espera da época natalicia para poder ajudar, apoiar ou dar ânimo a alguém. Divulgar uma novidade, uma intenção, alguma sugestão que pode desbloquear alguma situação mais dificil para alguém, seja a que nível for.

Quem tiver disponibilidade pode muito bem representar o papel de Pai Natal para alguém que necessite. Só temos que fazer o que gostaríamos que nos fizessem a nós, não é nada dificil.

Antes de finalizar com uma breve história sobre o aparecimento da figura em destaque, não posso deixar de agradecer ao Santa Claus, Bruce Springsteen – The Boss, à Vodafone (operadora) e ao canal SIC Radical, pelo seu momento Pai Natal, visto que veio tocar a Lisboa – Rock in Rio, e eu presenciei-o via tecnologia. Foi inspirador para este post e deu para perceber que apesar da idade do artista e da banda, a sua música continua a surpreender as novas gerações. Tal e qual o tema deste post.

História

A lenda do Pai Natal tem origem em São Nicolau, que nasceu no século IX (D.C) na cidade de Patras (atual Turquia). Quando seus pais morreram, começou a pensar em como haveria de gastar as suas enormes riquezas, não para os louvores dos homens, mas para a glória de Deus.

Tudo começou quando um certo nobre, seu vizinho, pensou prostituir as suas três filhas virgens por falta de recursos, para se poder sustentar. Quando soube, ficou horrorizado com a tentativa de crime e atirou uma quantidade de ouro envolvida num pano através de uma das janelas da casa onde esse fidalgo morava, às escondidas sem ser visto.

Quando chegou a manhã seguinte, o nobre encontrou o ouro e, dando graças a Deus, não muito tempo depois celebrou o casamento da filha mais velha. De seguida, São Nicolau voltou a realizar uma ação semelhante ao mesmo homem, que decidiu vigiá-lo para saber quem o tinha ajudado. Passados alguns dias, Nicolau voltou a atirar ouro para dentro da casa do vizinho, que acordou com o barulho, seguiu-o e encontrou-o.

São Nicolau, mesmo após ter sido reconhecido não queria que aquele facto se tornasse público. Continuou humilde e passava as noites em oração, ajudando ocasionalmente quem precisava.

Embora se considere que foi a marca Coca-Cola, nos anos 30, que vestiu o personagem de vermelho e o utilizou como mascote da marca, tornando-o num ícone de gerações, ao contrário do que muita gente pensa, ele surgiu antes, pela mão de Thomas Nast (1840-1902), um famoso caricaturista e cartoonista do século XIX, foi o responsável pela criação da imagem do Pai Natal como o conhecemos nos dias de hoje (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto).

https://i1.wp.com/www.agendalx.pt/sites/default/files/styles/475_255/public/field/image/natal.png
O Pai Natal parece que fumava cachimbo com um bébé ao colo

A primeira marca a usar o Pai Natal foi a White Rock Beverages, em 1915, para promover a sua água mineral.

O primeiro anúncio da Coca-cola com o Pai Natal é de 1931 e a celebridade da marca ajudou a criar este mito urbano.

Coca-Cola
Um produto medicinal do século XIX, torna-se num refrigente e num ícone mundial

O Pai Natal, tal como todos o conhecemos atualmente, nasceu em 1931, encomendado pela agência de publicidade da Coca-Cola ao artista Haddon Sundblom. O objetivo era criar uma personagem que estivesse entre o real e o imaginário, a personificação do espírito natalício e a felicidade da Coca-Cola. Para tal, o ilustrador inspirou-se no poema “A Visit From St. Nicholas” de Clement Clark Moore.

Pai Natal Coca-Cola
Parece que vai despejar a coca cola para cima da criança
Advertisements

Comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s