Amoreiras – na vanguarda dos serviços

O Centro Comercial Amoreiras inaugura nesta sexta-feira, dia 29 de abril, na Torre I, um miradouro com vista panorâmica:

O espaço chama-se “Amoreiras 360º Panoramic View“, fica no topo da torre 1 (18 andares) e tem vista panorâmica de 360º sobre a cidade. No dia da inauguração a entrada é gratuita, no entanto, depois, o bilhete de acesso custará 5€ por pessoa. Para assinalar o momento, o centro comercial vai oferecer ainda descontos e um concerto ao vivo do Berg, às 18:30h. Para completar o leque de ofertas do evento, terá degustação e sessões de maquilhagem, as atividades decorrem entre as 10:00h e as 23:00h.

A vista sobre a cidade de Lisboa nunca mais vai ser igual!

Mas, o Centro Comercial das Amoreiras (que irá fazer 31 anos em 27 de setembro de 2016) é um bom exemplo de estratégia e inovação permanente, é inclusive um ícone e uma marca indissociavel da nossa sociedade, apesar da longevidade mantêm-se atual.

Foi o primeiro espaço comercial com dimensões para mais de 200 lojas criado em Portugal, no entanto, apesar da antiguidade, desde a sua origem tem estado sempre na vanguarda, o próprio edificio onde está foi “uma pedrada no charco” para a arquitetura da época, numa altura em que o Presidente da República Portuguesa ainda era Ramalho Eanes, a obra em si e a ideia de negócio foi considerada um risco enorme, devido à dimensão e modernismo associado,  no entanto, mesmo antes da inauguração 85% das lojas estavam arrendadas e pouco depois faziam-se excursões do país inteiro para visitar o centro. Até recebu o prémio Valmor de Arquitectura, só com 8 anos de existência (1993), facto que reconhece a singularidade da construção.

“O Amoreiras” alterou o conceito de comprar em Portugal, visto que, passou a ser considerado um programa de lazer e não uma simples e obrigatória ida às compras. O slogan inicial veio reforçar essa ideia de transformação “Uma cidade dentro da cidade“.

Nos primeiros anos como não tinha concorrência (o CC Colombo só apareceu 12 anos depois) até foi fácil, tudo o que era novidade aparecia em primeiro lugar no “Amoreiras”. Depois, com a intensificação da concorrência e da perda do titulo de novidade, para sobreviver, teve que se ir adaptando e renovando continuamente, para permanecer atualizado e competitivo face nos novos contextos, tornando-se num centro comercial de proximidade, começando a segmentar o seu público alvo pelo ambiente e segurança que proporciona (hoje é um espaço da classe média/alta), as pessoas não costumam ir para lá passear, vão com uma missão específica (compras, refeições ou encontros).

A aposta em inovação foi sempre o seu forte, mesmo ao nível de comunicação, ainda no ano passado, no aniversario dos 30 anos, aproveitaram as características endógenas para criar uma nova estratégia de comunicação bem conseguida: por estar num complexo de edificios dos mais altos de Lisboa (18 andares) e estar situado no sopé da colina mais alta de Lisboa (Campolide), lançaram um novo plano condizente com o seu estatuto cujo slogan era “No topo de Lisboa”.

Mas, a reengenharia não ficou por aqui, ao longo dos tempos, temos visto requalificada e redesenhada a oferta de restauração, reestruturar as dimensões das área das lojas para responder às novas necessidades dos comerciantes, ou mesmo adaptando os horários de abertura de alguns estabelecimentos à dinâmica dos clientes habituais, até porque o conceito é de proximidade.

No entanto, atualmente a taxa de ocupação das lojas é de 100%, com destaque para espaços dirigidos ao público de classe mais alta. Atualmente há lojas de luxo que, em Portugal, só se encontram ali, ou então em zonas como a Avenida da Liberdade ou o Bairro Alto.

Outro dos segmentos de mercado que estão a ser bem explorados pela gestão do Centro são os turistas, que representam 7% das vendas do total de 10 milhões de clientes por ano, inclusive a grande percentagem de Chineses levou a que o Amoreiras fosse o primeiro espaço comercial a ter informações em Mandarim.

Mesmo ao nível das redes sociais, hoje em dia se quisermos interagir com a gestão do Centro Comercial, temos à disposição: Facebook, Instagram e Youtube.

Para sobreviver é preciso adaptação, se não tivesse existido esse tipo de visão neste Centro, teria acontecido o mesmo que a dezenas de outros espaços comerciais criados no final da década de 70 ou durante os anos 80, Kaput…deixaram de existir de acordo com o seu propósito inicial ou  teria-se reconvertido em outro negócio qualquer.

 Francisco Paulo
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